Toda sociedade de PME tem um par clássico: um sócio que toca o dia a dia e outro que enxerga o rumo. A empresa precisa dos dois — e quase nenhuma escreve o combinado entre eles.
O conflito raramente é má-fé. É régua diferente: quem opera mede a semana pelo caixa e pelos incêndios; quem pensa o rumo mede o ano pela posição no mercado. Sem acordo explícito, cada um acha que o outro trabalha errado.
O acordo que ninguém escreve cabe em três linhas: quais decisões são de operação e podem ser tomadas sozinho; quais são de rumo e exigem os dois; e como se separa pró-labore de lucro, para que trabalho e capital não disputem o mesmo dinheiro.
Papel assinado antes da crise vale mais que advogado durante ela. Opinião de quem vê sociedade quebrar mais por silêncio do que por mercado.
E o seu negócio com isso? Se a sua sociedade tivesse uma semana difícil amanhã, você e seu sócio responderiam à pergunta “o que a gente corta primeiro?” com a mesma resposta?
