Crédito caro não é notícia nova, mas continua sendo a conta mais pesada de quem toca uma PME no Brasil. Com os juros básicos ainda em patamar alto, dinheiro emprestado — capital de giro, antecipação de recebíveis, rotativo do cartão — segue custando mais do que muita margem aguenta.
Na prática, isso muda três decisões do dia a dia: parcelar compra de estoque fica mais arriscado, financiar expansão exige conta mais fria e atrasar imposto para “ganhar fôlego” vira a dívida mais cara da empresa.
Ninguém aqui vai cravar quando os juros caem — previsão de Selic é aposta, não planejamento. O que dá para fazer agora é levantar o custo efetivo total de cada linha de crédito que a empresa usa e renegociar as mais caras antes de contratar qualquer coisa nova.
E o seu negócio com isso? Se o crédito ficou mais caro e a sua margem não subiu junto, de onde vai sair a diferença — do preço, do volume ou do seu bolso?
